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Na Ponta do Lápis

[ANÁLISE] A Demonstração Financeira do Botafogo em 2018

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Quando pensamos em demonstrações financeiras, alguns se interessam e outros ficam ausentes, mas o que podemos ter certeza é de que, principalmente no Botafogo, onde as últimas gestões acabaram afundando em dívidas um clube gigante e centenário, o público vem ficando bem mais assíduo. A partir disto, vamos analisar aqui alguns pontos da divulgação dos saldos referentes a Dezembro/2018 do Botafogo de Futebol e Regatas, aprovadas pelo conselho deliberativo na noite de ontem (25/04/2019).

Para iniciarmos a análise, vejamos o que o Botafogo orçou para 2018. A expectativa da diretoria do alvinegro no final de 2017 era fechar 2018 com os saldos da imagem acima. Receita na casa dos R$ 204 Milhões e despesas em R$ 139 Milhões.

As premissas utilizadas foram:

  • Aumentar o patrocínio da Caixa Econômica Federal;
  • Aumentar os eventos no Nilton Santos;
  • Aumentar o número de sócios-torcedores;
  • Gerar mais receita com os esportes olímpicos (basquete está no NBB);
  • Começar a explorar comercialmente espaços do novo CT;
  • Vender jogadores.

Vamos abrir aspas para o Vice de Finanças, o Sr. Luiz Felipe Novis:

“Os senhores poderão perguntar se não há otimismo demais no orçado. Sim, há otimismo. Mas não há outra maneira de encarar 2018. Na próxima gestão, os executivos do clube precisam trabalhar com metas, com acompanhamento. É possível executar esse orçamento, mas exige dedicação total de todos no clube”

O orçamento adotado pelo Botafogo e aprovado por unanimidade pelo conselho deliberativo ao final de 2018 simplesmente foi totalmente fora da realidade do que se viveu no ano. O clube conseguiu renovar com a Caixa Econômica Federal por um valor praticamente igual ao do ano anterior, os eventos no Estádio Nilton Santos foram mal explorados e administrados, o sócio-torcedor terminou o ano em queda livre, os esportes olímpicos terminaram o ano no prejuízo, o centro de treinamento está em fase de obras e não conseguiram evoluir com o projeto e as vendas de jogadores, o clube que tinha a ideia de vender para a Europa duas promessas da base, acabou cedendo a equipes brasileiras para cobrir atrasos salariais no final do ano. É inacreditável a capacidade da diretoria em errar tudo no orçamento, mas conseguiu.

Acima podemos observar o balanço patrimonial do clube em 31/12/2018 com os números sendo comparados ao de 31/12/2017. Fazendo a análise horizontal dos saldos, percebemos variações importantes que precisam ser destacadas.

  1. Contas a Receber (Aumento de 79%)

Aumento relativo a venda do atleta Matheus Fernandes ao Palmeiras no valor de R$ 15,5 Milhões.

  2. Empréstimos e Financiamentos (Aumento de 40%)

Aumento relativo a empréstimos adquiridos em 2018 com instituições financeiras e com pessoas físicas para cobrir os gastos do clube no ano corrente. Lembrando que o Botafogo abusou dos adiantamentos em cotas de TV na gestão do Carlos Eduardo Pereira e atualmente não tem mais essa opção para recorrer, com isto, Nelson Mufarrej recorre aos empréstimos com bancos e também com ilustres botafoguenses para conseguir arcar com as despesas.

Na imagem vemos a demonstração do resultado do exercício, cujo é separada em Receitas – Custos – Despesas. A maneira que o Botafogo estrutura sua DRE poderia ser mais clara e objetiva ao seu torcedor. O clube atualmente organiza nos custos todos os gastos relativos ao futebol e concentra nas despesas os gastos com o clube social e esportes olímpicos. Os esportes olímpicos vêm crescendo com o basquete na NBB e o vôlei sendo campeão e consequentemente conseguindo a vaga na superliga. São números interessantes para estarem esclarecidos de forma separada do clube social.

O clube obteve de receita com o futebol R$ 155,5 Milhões em 2018, 10 milhões a menos que o orçado. Para o clube social e esportes olímpicos o Botafogo teve receita de R$ 18,5 Milhões, sendo este muito menor que o orçado, na casa dos 21,1 Milhões. No total orçado x realizado, o Botafogo teve uma receita operacional bruta de R$ 174 Milhões deduzida dos impostos em R$ 7,2 Milhões, resultando em R$ 166,8 Milhões no total e orçou R$ 204 Milhões. É difícil entender como erram em R$ 37 Milhões.

O último ponto que eu queria destacar aqui são os custos e despesas. Os custos são relativos aos gastos com o futebol profissional e amador, sejam eles o salário dos atletas, o direito de imagem, viagens, médicos, fisioterapeuta, etc. Estes somados ficaram na casa dos R$ 111,9 Milhões no ano.

As despesas, que são os gastos relativos ao clube social e esportes olímpicos, neste ponto quero destacar que são quatro itens que são somados os saldos para compor os gastos: Clube social, Complexo Esportivo, Mourisco Mar e Remo. Os gastos são relativos a estes quatro itens, ou seja, não podemos culpar A ou B pelo prejuízo ou dizer que o basquete ou o vôlei estão trazendo prejuízos ao Botafogo, mas sim, o clube como um todo está sendo deficitário por falta de gestão profissional e competente.

Os gastos com clube social e esportes olímpicos ficaram na casa dos R$ 41,4 Milhões.

O Botafogo terminou o ano de 2018 deficitário em R$ 17,3 Milhões e sem uma solução no modelo atual de gestão para mudar o cenário. O alvinegro hoje clama por profissionalização e uma separação do clube social do futebol. Para que o Botafogo consiga nos próximos anos melhorar seu quadro financeiro e consequentemente montar times melhores, é preciso começar de dentro para fora. Quem está lá dentro não quer sair e quem está aqui fora não pode entrar. Hoje o Botafogo de Futebol e Regatas é um clube fechado e estacionado no tempo. O Botafogo não vai acabar, mas da maneira que está, título não irá ganhar. Este modelo de gestão fracassou, é hora de mudar.

A HORA DA PROFISSIONALIZAÇÃO CHEGOU!

Saudações Alvinegras.

Aqui é “Na ponta do lápis”

Matheus Medeiros.

Na Ponta do Lápis

MAI$ OU MENO$ BOTAFOGO?

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O Botafogo vem enfrentando graves crises financeiras ao longo dos últimos anos e um dos principais problemas é a ausência de receitas essenciais do alvinegro. A gestão atual, denominada Mais Botafogo, desde 2015 à frente do glorioso e liderada pelo ex presidente Carlos Eduardo Pereira, juntamente com o atual presidente Nelson Mufarrej, está no quinto ano de mandato e um problema evidente: Incapacidade de crescimento de receitas de patrocínios.

A coluna “Na ponta do lápis” foi atrás dos números e vamos trazer aqui uma análise horizontal dos mesmos.

Na gestão Maurício Assumpção, marcada por altos e baixos e por fim um rebaixamento em 2014, os números de receitas com patrocínios e publicidade cresceram anualmente, como podemos ver no gráfico abaixo.

Em 6 anos, os patrocínios tiveram um crescimento de 1302%, saindo de 2.885 Milhões em 2009 para 37.569 Milhões em 2014 (No ano seguinte o valor foi ajustado para 35.839 Milhões), ano do rebaixamento do clube. Os números estão publicados no balanço patrimonial do clube.

Em 2015 assume na Série B do Brasileiro a Chapa Mais Botafogo, com o presidente Carlos Eduardo Pereira no comando prometendo austeridade financeira e diminuição das despesas. De fato, o clube realmente começou a gastar muito menos que o habitual, mas somente o corte de gastos não é suficiente, mas sim o aumento das receitas. Fizemos uma análise horizontal semelhante para a gestão do Mais Botafogo, presente no clube de 2015 até o atual momento. Os dados do gráfico abaixo também são do balanço patrimonial do clube.

Observamos acima um ano de 2015 na segunda divisão com uma queda esperada de patrocínios. A Viton44 não renovou com o clube e o alvinegro sem patrocínio máster, o que é comum da atual gestão. No ano seguinte, já na primeira divisão, o clube conseguiu ter receita de patrocínios menor que no ano da série b, algo quase que inexplicável, mas segundo a gestão Mais Botafogo, a crise econômica e política brasileira na época motivou os saldos ruins.

Em 2017 a gestão do CEP/Mufarrej conseguiu até então seu único patrocínio máster em 5 anos, a Caixa Econômica Federal. Com a estatal, o clube cresceu consideravelmente a receita de patrocínios, chegando aos 18 Milhões. Em 2018, ainda com a CEF presente na camisa, o clube teve uma oscilação negativa na receita, muito por falta de outros patrocínios e publicidades secundárias, ficando na casa dos 17 Milhões.

O Botafogo deve divulgar em Abril/2020 seus número de Dezembro/2019, mas a certeza que temos é de mais uma queda brusca de receita de patrocínios, visto que por medida do atual presidente Jair Bolsonaro, o banco estatal não renovaria seus patrocínios com os clubes. Desde então, a gestão não conseguiu captar mais o patrocínio máster para sua camisa.

O Botafogo atualmente recebe de patrocínios 47% do que recebia em 2014. Isso demonstra um pouco da falta de recursos do clube e o porquê de vender seus ativos para pagar suas despesas obrigatórias.

Muda, Botafogo.

Aqui é “Na ponta do lápis”

Abs,

Matheus Medeiros.

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Na Ponta do Lápis

Sul-Americana ainda pode render R$ 20 Milhões ao Botafogo

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Imagem: Vitor Silva/SS Press/Botafogo

O Botafogo enfrenta o Atlético-MG pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana e tão importante quanto a vaga nas quartas é a premiação da competição que é milionária. Em tempos de crise e atrasos salariais, uma receita extra orçamentária seria muito bem-vinda.

Caso o alvinegro carioca elimine o galo, o clube receberá a quantia de US$ 600 mil, que representa R$ 2,2 Milhões na conversão atual. Este valor já garantiria um mês de salários aos atletas. O Botafogo está devendo o mês de junho e julho está para atrasar, ou seja, o valor viria numa hora excelente para o clube.

Confira abaixo os valores das premiações até o final da competição:

Quartas de final: 600 mil dólares (cerca de R$ 2,2 milhões)
Semifinal: 800 mil dólares (cerca de R$ 3 milhões)
Vice-campeão: 2 milhões de dólares (cerca de R$ 7,5 milhões)
Campeão: 4 milhões de dólares (cerca de R$ 15)

Apesar do revés contra o Santos que acabou sendo um balde de água fria para muitos botafoguenses, amanhã é outra competição, jogo eliminatório e a presença da torcida é muito importante. O clube divulgou cerca de 12 mil ingressos vendidos antecipadamente. Vamos aumentar isso, O BOTAFOGO SOMOS NÓS!

Vamos pela instituição.

Abs,

Matheus Medeiros.

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Na Ponta do Lápis

Botafogo e patrocínio master: agora é a nossa vez

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Quando o tema é patrocínio master, talvez a primeira coisa que pensamos é a seguinte: “Área mais nobre do uniforme, consequentemente a mais fácil de se concretizar”. Acontece que no Brasil essa concretização não está sendo tão fácil assim. Qual seria a razão? Podemos conversar horas e teremos alguns debates importantes, dentre eles vamos destacar alguns aqui no seleção alvinegra.

Por quê as maiores marcas não estão investindo no futebol brasileiro, mas investem nos clubes da América Latina?

Fonte: IBOPE Repucom

No gráfico acima observamos empresas gigantes como: Coca-Cola, Pepsi, Qatar Airways, Chevrolet, entre outras. Estas empresas são patrocinadoras de times da América Latina, mas não estão presentes no futebol brasileiro.
Entre conversas com especialistas em marketing, economistas, pude perceber uma resposta clara. Hoje o Brasil ainda não é confiável e estável politicamente e economicamente para que uma grande e sólida empresa resolva investir e consequentemente ter um retorno de acordo com o seu budget.

Como consequência, os clubes tiveram que trabalhar para uma alternativa e encontraram até o final de 2018 a Caixa Econômica Federal como a solução de curto prazo no que tange a patrocínio master.

Fonte: IBOPE Repucom

A Caixa Econômica Federal esteve presente em 12 (doze) dos 20 (vinte) clubes da Série A em 2018. Isso exemplifica claramente a falta de opções do mercado brasileiro que tem o Palmeiras como o grande clube com patrocínio máster. A Crefisa hoje é o maior patrocinador do futebol brasileiro, mas que conta com uma estratégia diretamente ligada à sócia da empresa, que é palmeirense e conselheira do clube.

Fonte: IBOPE Repucom

O cenário no país novamente mudou. Após as eleições presidenciais, Jair Bolsonaro foi eleito e uma de suas primeiras medidas foi reduzir as despesas das estatais. Com isto, a grande patrocinadora do futebol brasileiro, Caixa Econômica Federal, se retirou do mercado. O que fazer? Tentar recuperar o prestígio com as grandes empresas que não estão investindo no Brasil ou procurar alternativas?

O Seleção Alvinegra agora vai falar de Botafogo, mas precisava explicar isso tudo antes para que o nosso leitor entenda. Conseguir patrocínio envolve muito mais que colocar uma estampa na camisa. Hoje o Botafogo tem motivos para convencer qualquer empresa a patrocinar o clube, mas precisa explorar melhor seus ativos.

Se por um lado o Botafogo não conta com um grande prestígio na TV aberta, onde a exposição da marca é maior e consequentemente as empresas querem expor, o clube tem em seu domínio um estádio olímpico onde poderia ser melhor explorado (vem melhorando muito, diga-se), o alvinegro tem espaço na TV fechada que vem crescendo absurdamente nos últimos anos.

Fontes: PTS e ANATEL

No gráfico acima podemos perceber este crescimento em menos de duas décadas. Hoje aproximadamente 18 milhões de brasileiros têm assinatura de TV fechada e isso pode se multiplicar pelos números de pessoas que assistem.

Outro ponto importante a se destacar pelo lado do alvinegro é o crescimento digital do clube que aproveito para elogiar neste texto. A grande bola dentro da diretoria do Botafogo foi o acerto com o administrador e youtuber Felipe Neto (Neto’s 2018 e Vigia de Preço 2019). O clube cresceu em suas mídias digitais e precisa continuar crescendo, são números importantes para atrair novos investidores.

Fonte: IBOPE Repucom

Para finalizar o texto, volto novamente a pergunta lá de cima: Recuperar o prestígio com as grandes empresas ou procurar alternativas? Fico com a segunda opção visando o curto prazo. Hoje a figura das Startups estão cada vez mais presentes no ambiente organizacional. Essas empresas tiveram um crescimento fora da curva nos últimos anos e é um nicho de mercado pouco explorado pelos clubes brasileiros. O Botafogo precisa sair na frente.

Fonte: Finnovista

No gráfico acima feito pela Finnovista fica claro o crescimento das startups. Os bancos digitais lideram o crescimento com 147%, seguido das empresas de negociação e mercados com 95%. Este mercado está de olho no futebol brasileiro e o Banco Inter saiu na frente neste quesito fechando patrocínio até 2020 com o São Paulo Futebol Clube. O Glorioso, segundo informações do Lazlo Dalfovo do Lance! e confirmadas pela equipe do Seleçao Alvinegra, tem negociações avançadas com o Nubank. O alvinegro seria o segundo clube com uma startup na área nobre da camisa. Chegou a vez do Botafogo entrar nesse mercado.

Aqui é “Na ponta do lápis”.

Abs,
Matheus Medeiros

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