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Entrevista

Lúcio Flávio: “se o Jefferson estivesse no Botafogo em 2007, teríamos conquistado mais títulos”

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SELEÇÃO: Você chegou ao Botafogo em 2006, vindo de um empréstimo após passagem pelo Oriente Médio. Qual era sua expectativa ao chegar no Botafogo naquela época?

Lúcio Flávio: Sinceramente, tinha uma boa expectativa, pois apesar de em anos anteriores o Botafogo não ter ótimas campanhas, tanto no Estadual como Brasileiro, sabia que o clube tinha uma história e que se fizesse um bom trabalho, apareceria para um novo contexto de carreira.

SELEÇÃO: Você vinha jogando bem no Campeonato Carioca de 2006, mas sofreu uma lesão que te tirou dos gramados por sete meses. Você considera que o carinho que o clube e a torcida tiveram com você naquele período foi o começo de um sentimento diferente pelo clube?

Lúcio Flávio: Eu não tenho dúvidas. Foi um dos momentos mais difíceis da minha carreira, porém também um dos que mais percebi o carinho das pessoas. Foi muito importante naquela fase de lesão.

SELEÇÃO: No ano seguinte, já recuperado da lesão, você participou do “Carrossel Alvinegro”, aquele timaço de 2007 comandado pelo Cuca. Como foi jogar em um time que encantou todo o país, mas não conseguiu ganhar nada relevante?

Lúcio Flávio: Pois é, até hoje sou parado e perguntam sobre aquele time. Infelizmente não conquistamos um título relevante, mas foi uma equipe marcada por jogar um futebol de qualidade. Isso traz uma frustração por não atingir resultados, mas que deixou um legado de time que jogou futebol.

SELEÇÃO: O Dodô foi o maior atacante com quem você jogou na carreira?

Lúcio Flávio: Acredito que tenha sido um dos maiores, pois tinha muita qualidade.

SELEÇÃO: Aquela semifinal de 2007, no caso Ana Paula Oliveira, ainda te machuca? Como foi o vestiário e o clima no elenco depois daquele escândalo que até hoje é tido como uma das maiores injustiças do futebol?

Lúcio Flávio: Até hoje está na lembrança. Infelizmente os erros acontecem em qualquer profissão, e naquela noite, os equívocos da arbitragem trouxeram grande prejuízo ao Botafogo.

SELEÇÃO: 2008 talvez tenha sido seu melhor ano com a camisa do Botafogo. Você virou capitão, fez seu jogo de número 100 e o gol de número 50 pelo clube. Você se arrepende de ter saído?

Lúcio Flávio: Na verdade aconteceram alguns contextos na época que atrapalharam minha permanência. É claro que olhando hoje, eu não teria saído. Mas o clube passava por algumas dificuldades e não deu o respaldo que eu precisava para ficar.

SELEÇÃO: Em 2010 você foi campeão carioca novamente pelo Botafogo. Os títulos de 2006 e 2010 foram muito marcantes para a torcida e imagino que para você também. Qual foi mais especial?

Lúcio Flávio: Todo título é importante, em minha opinião. Mas acredito que o 2006 foi mas marcante, pelo período que o clube já não conquistava.

SELEÇÃO: Como era jogar ao lado de Loco Abreu? Ele era realmente um líder dentro e fora de campo?

Lúcio Flávio: O Loco foi importante no período que esteve no cube. Tinha uma grande representatividade, pois era jogador de Seleção de seu país e tinha uma característica que é forte em termos de liderança.

SELEÇÃO: Um fato marcante de sua carreira, foi a sua ida para o Atlas-MEX, quando um jornal local estampou a frase “O Pelé Branco” se referindo a você. Como você viu isso?

Lúcio Flávio: Na altura até brinquei com o repórter que ele não entendia de futebol, pois Pelé só existiu um, e jamais teria um branco, azul, amarelo… rsrsrsr. Provavelmente se referiu assim por eu ter atuado no Botafogo, Santos… Mas foi bacana. O carinho dos mexicanos comigo em Guadalajara foi bem marcante.

SELEÇÃO: Você acha que ainda cabia mais uma passagem no Botafogo depois de ter saído em 2011?

Lúcio Flávio: Sinceramente acredito que sim, porém não houve qualquer tipo de cogitação para isso.

SELEÇÃO: Já como auxiliar técnico do Paraná, você voltou ao Nilton Santos para a despedida do Jefferson. Como foi fazer parte daquele momento?

Lúcio Flávio: O Jefferson foi um importante nome na história do clube, e sinceramente, se estivesse desde 2007 no clube, teríamos conquistado muito mais títulos. Foi muito bom ter feito parte desse jogo de despedida dele, mesmo sendo adversário na oportunidade e já em outra função.

SELEÇÃO: Você tem o desejo de um dia ser técnico do Botafogo?

Lúcio Flávio: Meu desejo é me tornar um treinador e estou me preparando para isso. Acredito muito que um dia possa acontecer.

UM OU OUTRO

(onde o entrevistado escolhe uma entre duas opções e justifica)

SELEÇÃO: Dodô x Loco Abreu?

Lúcio Flávio: Dodô – Sua qualidade era impressionante.

SELEÇÃO: Cuca x Joel Santana?

Lúcio Flávio: Cuca – Fez equipe jogar bonito e com qualidade

SELEÇÃO: Zé Roberto x Herrera?

Lúcio Flávio: Zé Roberto – Quando queria jogar, era dificílimo pará-lo. Rápido e técnico.

SELEÇÃO: Botafogo x Paraná?

Lúcio Flávio: rsrsr – Aqui cada um tem sua importância…

SELEÇÃO: Maracanã x Nilton Santos?

Lúcio Flávio: rsrsrs – Difícil escolha… Um foi palco dos dois títulos no clube e outro foi a casa que estreei ( 1* jogo do estádio) e que se tornou do clube.

SELEÇÃO: Fazer um gol x dar uma assistência?

Lúcio Flávio: Fazer gol, principalmente de falta … rsrsrs

SELEÇÃO: Ter jogado uma Copa do Mundo x Ter sido campeão da Libertadores com o Botafogo?

Lúcio Flávio: Duas opções que marcam. Complicado escolha…

DE 0 A 10

(Onde o entrevistado dá uma nota de 0 a 10 e justifica)

SELEÇÃO: Jefferson?

Lúcio Flávio: 10 – Já falei anteriormente, mas um dos maiores atletas com quem trabalhei. Profissional ao extremo.

SELEÇÃO: Bebeto de Freitas?

Lúcio Flávio: 10 – Foi o responsável por eu ter ido para o Botafogo. Sempre nos demos muito bem. Nos deixa saudades…

SELEÇÃO: Torcida do Botafogo?

Lúcio Flávio: 10 – Os verdadeiros botafoguenses sempre foram importantes e apesar de o clube vivenciar momentos difíceis, sempre buscam compreender e incentivar.

SELEÇÃO: Sua carreira?

Lúcio Flávio: 8- Me faltou um título de expressão internacional e uma convocação à Seleção principal.

SELEÇÃO: Primeira passagem pelo Botafogo?

Lúcio Flávio: 9 – Título no primeiro ano, e outros dois anos fantásticos.

SELEÇÃO: Segunda passagem pelo Botafogo?

Lúcio Flávio: 7- Nos dois últimos anos, mais um título, porém no Brasileiro irregularidades e briga na parte intermediária da tabela.

MONTE VOCÊ MESMO

(Onde o entrevistado monta um time com ele e mais os 10 melhores com quem jogou junto no Botafogo)

Lúcio Flávio: Jefferson; Ruy/Alessandro, Scheidt, Juninho, Marcelo Cordeiro/Luciano Almeida; Leandro Guerreiro, Túlio, Lúcio Flávio; Zé Roberto, Dodô e Jorge Henrique.

Estudante de Publicidade e Propaganda que sempre sonhou com jornalismo. Fã talk shows e programas de entrevistas, agora cuida das entrevistas no Seleção Alvinegra!

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Entrevista

Torcedor botafoguense que foi agredido por engano afirma: “meu sentimento pela torcida segue o mesmo!”

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A noite de quinta feira foi marcada por um tenso Botafogo x Flamengo. O jogo ficou em segundo plano. Com o rápido esgotamento dos ingressos no setor destinado a torcida do Flamengo, diversos torcedores rubro negros começaram a compartilhar na internet que iriam para a partida infiltrados na torcida do Botafogo.

Isso foi o estopim para que o clima de rivalidade esportiva ficasse em segundo plano. Enquanto os flamenguistas postavam mensagens dizendo que estariam nos setores do Botafogo, os alvinegros ameaçavam seus rivais, dizendo que seria feita uma “caça” aos rubro negros.

Dito e feito. Antes mesmo do jogo começar, já haviam diversos relatos de confrontos entre botafoguenses furiosos, flamenguistas abusados e policiais despreparados. Receita ideal para uma tragédia.

Já no final do jogo, após Lincoln balançar as redes do Botafogo, o torcedor Sérgio Fernando Pacheco Cavalcante resolveu deixar a arquibancada, voltando-se para a saída

Foi quando alguns vândalos partiram para cima de Sérgio, roubando sua camisa e celular. Ao ver o tumulto, muitos botafoguenses acreditaram se tratar de um flamenguista que havia comemorado o gol, voltando- se contra ele.


“Eu não me lembro de muita coisa. Lembro que, após o gol, resolvi sair da arquibancada. Depois disso, não lembro de mais nada.” – Afirmou Sérgio

Foi aí que Roberto Nascimento, segurança do Botafogo, entrou na história. Segundo ele, ao perceber um movimento estranho, viu Sérgio correndo de alguns botafoguenses.

Ele recomendou a Sérgio que se juntasse a ele. Foi aí que os agressores entraram em confronto com ambos. Roberto levou uma pancada na cabeça, ficando desacordado por alguns segundos. Por isso, afirma não lembrar de muita coisa da confusão.


“Eu via muitos flamenguistas na torcida do Botafogo, mas, enquanto segurança, não podia botar minha paixão acima da minha profissão.” – Afirmou o segurança, botafoguense

Após a confusão, Sérgio afirmou que seu sentimento pela torcida do Botafogo continua o mesmo.

O segurança Roberto acredita que os torcedores do Flamengo tem culpa nas agressões, por não respeitarem o espaço delimitado para a torcida do Botafogo.

A torcida do Botafogo está organizando uma campanha para pagar o valor integral da intervenção dentária de Sérgio, que perdeu um dente na confusão. Roberto quebrou uma costela, mas passa bem.

O Seleção Alvinegra, responsável pelo primeiro contato entre Sérgio e Roberto, acompanhará o caso de perto e trará mais informações sobre ambos.

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Entrevista

Caso Arão: Vice-presidente jurídico do Botafogo, Dr. Domingos Fleury, conta andamento do processo

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Após primeira vitória no caso, em Brasília, a reportagem da Seleção Alvinegra buscou uma palavra do vice-presidente jurídico do clube para explicar os detalhes e andamento desse processo

Na última quarta-feira, em Brasília, aconteceu o primeiro julgamento do caso envolvendo William Arão e Botafogo. Todos os ministros da quarta turma do Tribunal Superior do trabalho deram razão ao Botafogo e, por 3-0 votos, entenderam que o Botafogo tem razão em seus argumentos.

Mas, juridicamente, o que significa de fato essa primeira vitória do Botafogo no caso? O que pode acontecer daqui para frente?

A reportagem da SELEÇÃO ALVINEGRA  foi gentilmente atendida pelo VP jurídico do Botafogo, Dr. Domingos Fleury.

Fleury nos explica todo desenrolar do caso e nos explica pontualmente todos os passos no caso.

DECISÃO DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO

Primeiro ponto que precisa ficar definido é que o TST ( Tribunal Superior do Trabalho) decidiu, na última quarta-feira, que o recurso do Botafogo merece ser julgado novamente por eles. Eles entenderam que pode ter havido um erro no julgamento no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) do Rio. O Botafogo apresentou razões relevantes, em razão do Arão não ser terceiro, relativamente ao fato de não estar em vigor a nova norma da FIFA, na data de assinatura do contrato do Arão. Então, o fundamento desses dois argumentos, eles entenderam, por unanimidade, que o recurso merece de novo ser julgado em Brasília. Esse julgamento deverá ocorrer no dia 9 de outubro ou dia 16 do mesmo mês.


O QUE PODE ACONTECER APÓS O JULGAMENTO?


Não vamos especular sobre o que pode acontecer. Se o jogador voltará ao Botafogo, se o Botafogo será indenizado. O que foi decido foi que o caso deverá ser rejulgado. Daqui uns 15 dias, quando o caso for rejulgado, o tribunal vai estabelecer, se o Botafogo tiver ganho de causa, o que vai acontecer. Se os direitos federativos voltam ao Botafogo, se o Arão terá que retornar ao Botafogo, se o Botafogo terá que ser indenizado, se ele não poderá atuar por outra equipe, enquanto não acertar com o Botafogo. Tudo isso é uma decorrência do julgamento que vai ser proferido daqui 15 dias. Isso tudo só vai ficar claro após a decisão desse julgamento.

EVITAR ESPECULAÇÕES SOBRE O RESULTADO

Eu prefiro não falar nada agora. Porquê tudo que te falar agora, será pura especulação. Temos que ter um pouco de paciência, já que no dia 9 ou 16 de outubro, esse caso estará resolvido em definitivo e saberemos com mais detalhes tudo que vai acontecer, se Deus quiser, favorecendo ao Botafogo. O que vale registrarmos agora é que, por unanimidade, por 3-0 votos, o Tribunal Superior do Trabalho, entendeu que o Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, não julgou corretamente a causa, e, portanto, vai rejulgar o recurso do Botafogo, reapreciar todas as questões e, finalmente, dar uma palavra final ao caso.

EXPECTATIVAS PARA O JULGAMENTO FINAL

Um relator já sinalizou que o Tribunal (TRT-RJ) não julgou bem nas questões colocadas pelo Botafogo. Pelo menos um relator, nós temos confiança que votará ao nosso favor. Consequentemente, ele votando ao nosso favor, à tendência é que os outros dois também possam ficar ao favor do relator. Estamos otimistas e aguardando o julgamento final desse caso.

Foto: Pedro Martins / Gazeta Press

William Arão foi contratado pelo Botafogo em 2015. Seu contrato ia até o final da temporada e tinha uma cláusula de renovação automática. Para isso, o Botafogo deveria depositar uma quantia de R$400 mil e o jogador passaria a ter mais um ano de vínculo com o clube. O alvinegro depositou essa quantia duas vezes, mas o jogador devolveu toda quantia.

Previsto em contrato, sua multa rescisória passaria a valer R$ 20 milhões, com os seus direitos econômicos sendo divididos com 70% do Botafogo e 30% com o jogador. 

Com o entendimento que essa cláusula feria a nova norma da FIFA, que proibia investidores terem direitos econômicos de jogadores, o Botafogo teve seus recursos indeferidos na justiça.

O departamento jurídico entende que, com uma nova determinação da FIFA, em que entende que os atletas não podem ser considerados terceiros, seus argumentos são válidos e a polêmica cláusula contratual tem valor.

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Entrevista

Diretora do feminino aprova ideia de jogo das alvinegras antes de Botafogo x Fluminense: “elas pedem isso”

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Gerente do futebol feminino do Botafogo, Rose de Sá monta um time mais forte para 2019/2020. Elo entre o novo time e a torcida é um dos principais objetivos.
Torcida pede jogo no Nilton Santos

Depois de se preparar às pressas para a série A2 do campeonato brasileiro em abril, o time feminino do Botafogo recomeça sua trajetória no campeonato carioca, com mais tempo e recursos. Após um campeonato nacional com 4 derrotas e 1 empate, o reforçado time das Gloriosas já mostra outra cara nesse 2º semestre: duas vitórias e vinte gols em dois jogos. 12 a 0 na estreia sobre o LDAC/Accel no CEFAT, em Niterói, e 8 a 0 no Karanba na última terça-feira, no CFZ, na Barra da Tijuca. As alvinegras lideram o Grupo C, com 6 pontos.

No Botafogo desde o fim de março, Rose de Sá, gerente do futebol feminino do alvinegro carioca, encontrou um terreno totalmente vazio para tentar estruturar tudo em duas semanas. Dias antes da estreia na série A2, Rose conversou com o Seleção Alvinegra, e explicou como conseguiu montar um time com o Botafogo lhe entregando o cargo 10 dias antes do campeonato (clique e confira a matéria). Agora, com 4 meses para reestruturar a equipe até o estadual, a gerente pôde mover ainda mais as suas peças e reverter o quadro do time. Mesmo com pouca estrutura, Rose carrega consigo uma bagagem multicampeã com passagens por clubes como Santos e Vasco, e uma linda trajetória de estruturação do futebol feminino no Norte do país.

Em sua conta no Instagram, Rose expressa com felicidade o cansaço após montar o time às vésperas do brasileiro em abril. A diretora é um dos nomes mais fortes na administração o futebol brasileiro.

Um dos temas mais abordados da entrevista foi o incentivo do time feminino por parte da torcida. Após a estreia com goleada no carioca, o jornalista e botafoguense Matheus Mandy fez uma sugestão em sua conta no Twitter: fazer da partida contra o América, na última rodada do carioca na fase de grupos, a preliminar do jogo entre Botafogo e Fluminense, no dia 6 de outubro, no Nilton Santos. Ambas as partidas estão marcadas para a mesma data. Questionada, Rose de Sá se animou.

“É uma ótima ideia. É a chance de apresentar as meninas para a torcida. O futebol feminino chegou ao Brasil para ficar. Echegou no Botafogo também para ficar. As meninas querem a torcida. Pedem isso o tempo todo”.

Rose de Sá – Gerente de futebol feminino do Botafogo


Confira todo o bate-papo completo com a diretora alvinegra a seguir:

1- Quando chegou ao Botafogo em Março, faltavam menos de duas semanas para o início da série A2 e o sendo foi montado às pressas. O primeiro contato entre as jogadoras foi três dias antes simplesmente da estreia. Com mais tempo no 2º semestre e a experiência acumulada nos primeiros meses de clube, o que você procurou mudar/melhorar de imediato?

Eu cheguei faltando duas semanas pra um campeonato brasileiro. Montamos às pressas. Por isso fomos os últimos da chave. Agora, com mais tempo, pude trazer algumas meninas de São Paulo, da Europa, mais precisamente da Croácia, e está dando pra fazer um bom trabalho. Tanto para o carioca quanto para o ano que vem. Espero que a gente chegue entre os quatro ou até na final.
Até mesmo as que chegaram pro brasileiro em março eram boas jogadoras, mas não houve tempo de adaptação física e preparação necessária. Agora, essas mesmas que chegaram no início do ano, estão contribuindo muito, além das novas.

2- Como vem acontecendo os incentivos financeiros para o fortalecimento do time?

O futebol feminino virou obrigatoriedade. Então, o Botafogo está ajudando mais por isso. Então, gradativamente, a gente vai tendo melhores condições. Mas o que eu busco é patrocínio. Fechamos com o Mano Maromba, que é uma marca de suplemento. Além de contribuir no patrocínio, ajuda nos suplementos alimentares. Estou tentando buscar mais patrocínio para alimentação, transporte.

“É tudo muito mais fácil em São Paulo. Porque aqui no Rio o futebol feminino está engatinhando, infelizmente”.

3- Você pôde montar um time um pouco mais forte para o campeonato estadual em relação à equipe feita em abril. O que buscou melhorar?

O futebol feminino aqui no Rio é muito atrasado em relação aos outros estados. Todos os outros estados ficaram antenados na obrigatoriedade da modalidade desde 2015, e já começaram a buscar patrocínios via leis de incentivo, recursos, tudo mais. Já o Rio, está pra trás.

Rose em seu primeiro dia de Botafogo, no fim de março.

4- Mesmo com goleadas avassaladoras nos dois primeiros jogos, a repercussão foi baixa. No que isso influencia em relação ao incentivo das atletas? Qual a diferença da visibilidade da modalidade no Rio para outros estados?

A cultura atrasada do futebol feminino no Rio choca até mesmo as novas meninas que vieram de outras regiões, por exemplo. Elas cobram da torcida não ir. Elas não entendem o porquê da ausência. Lá em Manaus, por exemplo, a gente colocava quase 30 mil pessoas no estádio. No Santos, 20 mil. No Rio, é mais difícil atrair o torcedor.

5- Há uma mobilização por parte de alguns torcedores para que o jogo contra o América ocorra no estádio Nilton Santos, como uma preliminar para o clássico entre Botafogo e Fluminense, pelo campeonato brasileiro masculino. O que acha da ideia?

Se a Federação autorizar (a partida no Nilton Santos) é uma ótima ideia. As meninas após a goleada disseram: “vencemos por 8 a 0, mas queríamos ter vencido por 8 a 0 junto com a torcida”. Elas gostam disso porque estão acostumadas. É uma chance de apresentar as meninas para a torcida. O futebol feminino chegou ao Brasil para ficar. E ele chegou no Botafogo também para ficar. As meninas querem a torcida. Pedem isso o tempo todo.

As alvinegras voltam a campo no sábado para enfrentar o Tupy pela terceira rodada do carioca. Uma vitória simples garante o Botafogo na fase final da competição. O jogo acontece às 15h no estádio Caio Martins, em Niterói.

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