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Bastidores

Cruzeiro: um coadjuvante importante na história do Botafogo

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Clubes se enfrentaram nas semifinais do campeonato nacional de 1968 e 1995; alvinegro levou a melhor em ambos

O Seleção Alvinegra estreia esta semana uma coluna especial que contará as grandes histórias do Botafogo envolvendo os adversários da vez, datas memoráveis, fatos marcantes e narrativas que nos fazem ser um dos clubes com a história mais tradicional do futebol brasileiro. A cada nova publicação vamos recontar uma parte dessa narrativa de 115 anos brilhantes, recheados e que faz os milhões de orgulhosos carregarem a estrela solitária no peito.

Botafogo e Cruzeiro no confronto de semifinal em 1995

E a estreia desta coluna traz o Cruzeiro como um clube que estava presente em dois grandes momentos da história do Botafogo: 1968 e 1995. Diferente da partida de quinta-feira (31), que vale a salvação para ambas as equipes, o clube mineiro protagonizou com a equipe carioca duas semifinais nos anos em que o título nacional seguiu para General Severiano.

Taça Brasil

Em 1968, enfrentávamos o clube que massacrou o Santos de Pelé por 6 a 2 há dois anos, tinha sido eliminado na semifinal da Libertadores de 1967 e era o atual tetracampeão mineiro.  A equipe mineira contava com craques como Tostão, Dirceu Lopes, Piazza, Palhinha e companhia. Do lado carioca, Gerson se transferiu para o São Paulo antes e desfalcava o time de Jairzinho, Paulo Cesar Caju e companhia. 

Após seguidos adiamentos, os jogos foram marcados para 23 e 27 de agosto, mas a convocação da Seleção tirou dois atletas de cada lado: Tostão e Piazza, do Cruzeiro;Jairzinho e Paulo Cesar Caju, do Botafogo.

O Botafogo aprontou no primeiro jogo em Minas Gerais e venceu por 1 a 0, gol de Ferreti. Na segunda partida, no Maracanã, o Cruzeiro marcou logo aos seis minutos de jogo com Palhinha e deixou a torcida alvinegra aflita. Porém, faltando dez minutos para o fim Roberto marcou o gol que levou o clube carioca para final da Taça Brasil de 1968.

O time alvinegro foi escalado com Ubirajara; Moreira, Zé Carlos, Leônidas e Waltencir; Carlos Roberto e Afonsinho, Zequinha, Ferreti (Humberto), Roberto e Torino (Isoldo). 

No primeiro jogo da final, o clube carioca também contou com o desfalque Jairzinho e Paulo César Caju, que ainda serviam a Seleção Brasileira. Em Fortaleza, o jogou terminou 2 a 2. Na partida de volta, Paulo Cesar Caju voltou para o time, mas Jairzinho se contundiu e ficou de fora da partida. Mesmo assim, o alvinegro venceu por 4 a 1 e levantou o seu primeiro título nacional. 

1995

Em 1995, mais um ano de alegria, a sua estrela brilha. É gol de quem? Túlio Maravilha. 27 anos depois do primeiro título nacional, Botafogo e Cruzeiro voltaram a protagonizar mais uma semifinal do Campeonato Brasileiro. Desta vez, o alvinegro contou com a vantagem de jogar por dois empates.

Naquele ano, Túlio e Donizete formavam o ataque da Seleção Brasileira. O nosso camisa 9 não teria condições de jogo para a primeira partida da semifinal contra o Cruzeiro, em Belo Horizonte. Conforme conta Thales Machado no livro “O Botafogo de 95”, Montenegro fez todos os esforços para contar com o principal jogador no jogo decisivo e, assim, contratou Nilton Petroni, o Filé, fisioterapeuta conhecido na recuperação de grandes atletas. 

O tratamento seria feito na piscina da casa do Túlio e também tentaria recuperar André Silva e Marcelo Alves. Com o trabalho totalmente eficiente, o que era impossível aconteceu: Túlio jogaria a partida de ida da semifinal o dia 7 de dezembro.

O adversário não trazia boas lembranças para o Botafogo e aplicou a derrota mais doída daquele campeonato: um 5 a 3. Porém, o clube mineiro vinha de um segundo turno ruim, após ser líder do primeiro turno. 

Um fato marcou a transmissão da partida: “Um dia antes, sabia-se que um programa eleitoral gratuito, previsto em lei, do PSDB, partido do Presidente da República na época, iria ao ar no dia do jogo, no meio do capítulo da novela “Explode Coração”, o que atrasaria um pouco a transmissão da partida para o Rio. Com compromissos profissionais, Montenegro assistiria à partida pela TV. Não poderia ir até Belo Horizonte. Usou toda a sua influência como presidente do Ibope. Ligou para Fernando Henrique Cardoso, presidente do Brasil, e fez um pedido, prontamente aceito: adiar em um dia o programado PSDB para que o jogo do Botafogo fosse transmitido na íntegra”, contou Thales Machado.

O Botafogo segurou a pressão em Belo Horizonte e arrancou o empate em 1 a 1 com gol de Túlio Maravilha. Na volta, o time empatou em 0 a 0 e se classificou para final do Campeonato Brasileiro. 

Botafogo e Cruzeiro se enfrentam pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2019 e vivem momentos distintos de 1968 e 1995. Os clubes fazem um jogo de seis pontos na briga contra o rebaixamento. A diretoria do Botafogo anunciou uma promoção para a partida e a torcida promete encher o Nilton Santos para apoiar a equipe.  

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Bastidores

Paixão sem fronteiras. Torcedor do interior do Ceará realiza o sonho de ver o Botafogo de perto

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Ygo Anacleto viajou mais de 8h para acompanhar o Botafogo de perto no Castelão.

Estar no estádio e poder acompanhar seu time de perto, na arquibancada, com outros irmãos de camisa é uma sensação mágica. Para quem é do Rio é uma prática que pode ser até considerada uma rotina. Mas e os alvinegros que moram distante da cidade maravilhosa?

Percurso da viagem. Ygo percorreu 425 km de Várzea Alegre até Fortaleza.

O SELEÇÃO ALVINEGRA vai contar um pouquinho dessa paixão, força de vontade e amor de um torcedor alvinegro.

Ygo Anacleto De Oliveira, 20 anos, morador de Várzea Alegre, interior do Ceará. No último fim de semana, ele fez uma tremenda maratona para realizar o sonho de ver o seu Glorioso de perto. Sua cidade fica a 425 km de distância de Fortaleza, foram mais de 8 horas de viagem, de ônibus, para chegar na capital cearense.

Ygo é o único botafoguense de sua família, como dito por ele mesmo, foi mais um escolhido pela estrela solitária. Ele nos explica de onde vem essa paixão pelo alvinegro carioca.

Eu não escolhi o Botafogo, foi ele que me escolheu. Aquele time de Loco Abreu e Herrera, que tava ganhando todos os jogos, me encantou e me fez torcer por esse time. Eu tinha uns 11 anos de idade e me apaixonei pelo clube. De la pra cá, fui só acompanhando cada vez mais e me tornando mais torcedor.

Ygo foi ao hotel onde estava o Botafogo e tirou foto com os jogadores.

Ygo chegou na sexta em Fortaleza e acabou conseguindo bem mais do que assistir ao jogo no estádio. O torcedor descobriu o hotel em que os jogadores estavam hospedados e foi até lá na esperança de conseguir uma foto ou um autógrafo. Após algum tempo aguardando os jogadores, sua espera foi recompensada. Aos poucos, os atletas foram descendo para o almoço e ele pode além de tirar fotos, bater um papo com alguns e pegar o autógrafos para sua camisa.

Camisa foi autografada por alguns atletas do clube.

O Diego Cavalieri me deu maior atenção. Tirou foto comigo a apontou para onde estava o Gatito. Quando ele saiu eu fiquei tremendo. Fiquei totalmente paralisado (risos), fiquei sem reação do que fazer, do que falar. Quando fui entregar o celular para um amigo tirar foto, eu estava tremendo tanto que o celular quase caiu no chão. Mas deu tempo de falar que ele é um goleiro muito foda e dizer que ele é o melhor goleiro do Brasil.


Esse foi o segundo jogo que Ygo assiste do Botafogo. Mas o outro houve uma certa curiosidade. Como mora no interior do Ceará, o torcedor alvinegro teve que assistir ao jogo na torcida adversária. Como jogo era na segunda-feira, ele poderia perder o ônibus para voltar para sua casa.

Ygo e Gatito. De tão nervoso com o encontro, quase seu celular caiu no chão e por pouco não ficou sem uma foto.

– Tive que ir para torcida do Ceará, se não perderia dois dias de trabalho. O jogo foi numa segunda-feira de noite. Quando você vai para torcida visitante, tem que ficar meia hora dentro do estádio aguardando para ser liberado pela polícia, após o fim do jogo. Mas se eu esperasse esse tempo perderia o ônibus que voltava para minha cidade. Então o jeito foi ir para torcida do Ceará para poder assistir ao Botafogo.

Com o jogo sendo realizado no fim de semana, nosso torcedor pode ter mais tempo para planejar e ir ver seu time de coração jogar sem riscos de perder sua volta para casa. Ygo é sócio torcedor e ainda tem o desejo de formar uma constelação em sua cidade.

– Foi minha primeira vez na torcida do Botafogo. Me surpreendeu que deu bastente gente no estádio. Não tem sensação melhor, não tem preço estar com nossos irmãos de camisa. Cantar todas músicas e fazer barulho no estádio para apoiar o Botafogo.

Ygo é exemplo que a paixão de nosso torcedor não pode ser medida. O Botafogo tem uma torcida apaixonada, fiel e sempre disposta a ajudá-lo em qualquer parte do Brasil. Assim como ele, outros diversos torcedores do Brasil viajam e fazem de tudo para acompanhar o Glorioso, quando o time joga em alguma localidade mais perto de suas cidades. Exemplos como esse devem sempre ser exaltados. Fica também nosso pedido para que nosso departamento de marketing possa fazer um trabalho especial com essa galera OFF-RIO que sempre apoia o Glorioso.

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Bastidores

Loucura alvinegra em Minas Gerais

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São 7h41. Estou chegando em casa após três dias em Belo Horizonte. Cansado pelo trajeto, frustrado pela eliminação, mas jamais triste; é impossível baixar a cabeça depois de tudo o que vi e vivi nas últimas 72 horas.

Hoje quero falar de amor e pertencimento. Passamos a vida tentando nos encaixar em padrões, situações, pessoas e ideologias – então, nada melhor do que sentir-se naturalmente parte de algo maior. É isso que sentia toda vez que olhava em volta e via todas aquelas pessoas, tão diferentes umas das outras – e de mim, também – unidas por um escudo mais que familiar.

Nos ônibus, nos aviões, nas caravanas; amigos de longa data ou simplesmente torcedores que se conheceram ali, na hora. No celular, um grupo com mais de 300 pessoas, formado há mais de dois meses, formando quase que uma família. Pessoalmente, longe da vaidade que toma conta da internet, o clima foi o melhor possível.

Chegando em BH, logo tomamos conta da cidade e viramos atração. Mesmo cada um tendo seu grupo de amigos, tentávamos ao máximo andar todos juntos – e, assim, fomos notados no Mercado Central, na Savassi e em praticamente todos os bares que ficaram abertos na madrugada. Colou junto, também, a galera alvinegra de outros estados.

O melhor momento, no entanto, foi o pré-jogo. Todos reunidos no Bar do Nivaldo, ponto indicado pelo amigo DEP, do Setor Visitante. Lotamos o quarteirão, fechamos a rua, cantamos muito e, ali, eu só conseguia pensar no quanto amamos esse clube, no quanto nos dedicamos a ele; criticar nossa torcida só pode ser ignorância ou má fé.

Escoltados para o Independência cerca de duas horas antes do jogo, fomos tratados como gado pela polícia local. Vale o registro: poucas vezes vi tanto desrespeito e abuso de poder. Desde o momento em que entoávamos o hino sem desrespeitar ninguém, com um policial descendo do carro com a arma na mão em tom de ameaça, até a hora da entrada no estádio, onde fomos desrespeitados de todas as maneiras possíveis.

Na revista, éramos obrigados a jogar vários pertences fora. Quem estava de mochila – por ter chegado direto para o jogo ou iria embora depois dele – teve prejuízos graves. Encurralados em uma grade minúscula, incluindo crianças, mulheres e idosos, fomos espremidos e muito maltratados pelos seguranças, que faziam de tudo para nos atrapalhar. Não preciso escrever muito; o vídeo do meu amigo DEP, do Setor Visitante, mostra tudo:

O Setor Visitante fez um ótimo resumo do que fez a polícia de Minas

No entanto, nem isso foi capaz de manchar nossa viagem histórica. Apesar de nenhuma TV ter dado o devido valor, já que as imagens são bastante escassas – por que incomodamos tanto? -, lotamos o setor visitante com cerca de duas mil pessoas. Fizemos muito barulho e apoiamos durante todo o jogo, mas infelizmente não entramos em campo.

Essa viagem ficará pra sempre na história. Quero, aqui, agradecer a todos que fizeram parte dessa aventura. Pelos brindes, pelos abraços, pelas conversas, pelos conselhos e por todo álcool ingerido. O reconhecimento ao trabalho feito aqui no Seleção também foi gritante e nos emociona demais; muito feliz por ter fortalecido amizades antigas e, principalmente, gerado muitas novas. Esses momentos precisam se repetir!

Lembrem-se: nunca aceitem que desmereçam nossa torcida. Às vezes, nós mesmos não temos a dimensão de nossa força; fosse outro clube, talvez, a imprensa teria dado muito mais atenção e repercussão ao que fizemos em Minas Gerais. Mas não precisamos deles – foquem em nossos perfis periféricos, que produzem conteúdo de qualidade e respeitam a Estrela acima de tudo.

Somos a única torcida que invadiu uma pista de aeroporto e subiu na asa de um avião. Temos força para pintar o Rio de Janeiro – ou qualquer outro estado – de preto e branco. Basta querermos e o Botafogo fazer a sua parte.

Vivemos esperando dias melhores – e eles nunca estiveram tão perto.

Saudações Alvinegras

CRÉDITOS
Imagem destaque: Leandro Estrela

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Bastidores

Botafogo negocia patrocínio com empresa de crédito pessoal

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A diretoria do Botafogo segue em busca de atrair novas receitas para o clube e está atenta ao mercado afim de novos patrocinadores. A Mend’s Consultoria, empresa do ramo de crédito pessoal, negocia com o alvinegro para estampar sua marca no clube.

A princípio, pelo que o Seleção Alvinegra pode apurar, não seria para o espaço master do uniforme. As negociações seguem para que ambos costurem um acordo no que se refere a investimento e local na camisa.

O Seleção Alvinegra entrou em contato com o David Medeiros (CEO da empresa), que se mostrou feliz e interessado em investir no glorioso.

David Medeiros (CEO da Mend’s Consultoria) no Estádio Nilton Santos.

“Desde pequeno tenho a paixão pelo Botafogo e hoje com uma empresa consolidada no mercado decidi que ela deve tomar uma proporção maior e vejo o investimento no futebol como um bom caminho. Depois de alguns estudos, vi que nada melhor que divulgar minha marca no Botafogo. Após conversas com excelentes profissionais, tenho uma ótima oportunidade de negócio e com o meu clube. Meu coração alvinegro está feliz juntamente com o meu lado empreendedor. Torço para que tudo ocorra bem e que possamos finalizar as negociações o mais rápido possível”.

As negociações continuam e quem está à frente é o Ricardo Rotenberg, Vice Presidente Comercial do clube. Ontem o empresário foi visto no Estádio Nilton Santos na vitória do Botafogo sobre o Bahia por 3 x 2.

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